TRAJETÓRIA DE UMA SAMBISTA

Tânia Moreira – São Paulo, 08 de Junho de 2020.


Fonte: Internet

Nascida no Bexiga um dos bairros mais boêmios da cidade de São Paulo, Vanessa Queiroz (48) manicure, cabeleireira, designer de sobrancelha e microempresária ufa quanto talento! Porém, mulher é bem assim, cheia de jornadas sem contar que é mãe, esposa e que assume todas as tarefas diárias sem perder a simpatia, doçura e gosto apurado por uma boa roda de samba.

Jamais escondeu grande admiração e paixão pela vida e também pelo Grêmio Recreativo, Cultural e Social Escola de Samba Vai-Vai onde frequenta desde pequena, principalmente por ser nascida no bairro local da agremiação, mas, quem a conhece sabe de sua aptidão dessa partideira pelo reco-reco, instrumento marcante e que dá aquele molho (cadência) na roda de samba mais ela não para por ai não, ela toca outros com sabedoria e desenvoltura.

“Eu acho maravilhoso o ingresso das mulheres nos grupos de samba”, por exemplo, quando eu tocava no grupo “Charm Samba”, eu observava poucos grupos de samba composto somente por “MULHERES”, porque na época eram somente três grupos de samba inspiradores: Fora de Série, precursor, Da Água para o Vinho e As Ninfas do Samba bem diferente do que temos atualmente grandes representatividades femininas em grupos como em carreiras solo, relata Vanessa.
É sempre bom relatar o sentimento de gratidão e reciprocidade dentro do samba. Gostaria de mencionar duas pessoas de extrema importância Iara (amiga, cunhada e comadre) e Meire grandes incentivadoras quando comecei tocar, minha gratidão é mútua, diz a sambista”.

Enfim muito me emociona escrever sobre grandes mulheres e principalmente aprender com cada uma delas, somente quem vive tem história para contar. Realmente é incrível ver uma mulher tocando, versando, cantando em uma roda de samba.

Agradeço imensamente pelo aprendizado.

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