Jorge Alikate

Marcelo Lacerda – São Paulo, 02 de Novembro de 2020.


Fonte: Arquivo Próprio

Saudações povo do samba!

Essa semana terei o prazer de contar um pouquinho da história de outro “numero baixo” do samba guarulhense !

Esse cara além de músico, sempre esteve ligado direta ou indiretamente ao samba da cidade, e quando não estava na linha de frente, estava nos bastidores incentivando os seus iguais.

A coluna Batucada Guarulhense essa semana terá a honra de falar do  mecânico de autos Jorge Luís Santos Souza, talvez muita gente não saiba quem é, mas pra facilitar vou dar uma dica: ele também é cantor e intérprete de sambas enredo conhecido como “Jorge Alikate”.

Jorge Luís Santos Souza nasceu na Bahia de todos os santos, na cidade de Valença, em 7 de janeiro de 1958, filho de dona Celina e seu Antonio chegou em Guarulhos ainda criança acompanhado de seus pais e seus seis irmãos .

Mecânico de ofício, chefe de família, pai de quatro filhos: Ana Carolina, Hugo, Lívia e Victor, apaixonado pelo samba e pela capoeira, onde se tornou mestre, formado pelo mestre Dentinho no Rio de Janeiro.

Jorge Luis se apaixonou pela verde rosa “Acadêmicos do Picanço” onde teve como inspiração o mestre Paulinho Pelé, Geraldinho Apetite, e Mário Romã, um compositor de vários enredos da escola, que reconheceram seu potencial e que um dia disseram que ele iria interpretar os enredos na avenida, foi aí que o Jorge Luís virou o Jorge Alikate, mestre de capoeira e intérprete de samba !

E os bambas estavam certos! Jorge Alikate interpretou com galhardia, representou com muito talento sua escola e nossa cidade, em eventos como o carnaval de Criciúma na Imperatriz Belunense .

Jorge Alikate é figurinha carimbada nas rodas de samba da cidade, onde está sempre cantando com os amigos, já cantou com o Arte e Malícia, Colégio do Pagode, Mesa de Bar, Sambadá e outros .

Jorge Alikate diz ser um grande admirador do samba e que nunca teve intenção de ser artista, apesar de ter muitos amigos do meio como: China Pereira, Dário Neto, Rodrigo Lacerda, Flavinho Rizzueto, Ney 7 Cordas e tantos outros que fizeram parte de sua trajetória!

E apesar de insistir em dizer não ser artista, e sim  um admirador, eu Marcelo Lacerda em nome dessa coluna a “Batucada Guarulhense” venho agradecer pela sua arte e pela sua trajetória e serviços prestados ao samba de nossa cidade.

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