Luiz Henrique

São Paulo, 25 de Maio de 2020.


Fonte: Alex Mendes

Cantor e compositor carioca, gravou seus primeiros CDs Provocante e Torre de Babel do Samba, com composições próprias e de autores amigos, entre os de 1998 e 2001, lançando-os em algumas emissoras de rádio da capital e interior do Rio de Janeiro, tendo sido Adelzon Alves, o primeiro radialista a abrir espaço para Luiz, o que ocorreu em 1999 no programa de Samba MPB de Raiz, da RÁDIO MEC-RJ. Posteriormente, ao participar de um concurso de novos talentos da Rádio Rio de Janeiro, apresentou a música O  Mito Emilhinha Borba, que Compôs em homenagem à Rainha do Rádio Emilhinha Borba. Presente no evento, a homenageada, empolgada com o trabalho do cantor, convida-o para participar de seus shows, inclusive em cidades fora do estado do Rio, tais como Recífe (PE) e Campo Grande (MS). Para o carnaval de 2003, a cantora gravou sua marchinha Minha Chiquita. Luiz também teve considerável participação nos dois últimos lançamentos fonográficos da saudosa artista: O Emilinha Pinta e Borba (2003) e o Na Banca da Folia (2005), não só sugerindo o repertório e dando título aos trabalhos, como também cantando com Emilhinha e compondo para ela, tendo suas músicas Grandes Mitos e Marcha-Funk da Eguinha Pocotó (sátira ao famoso funk Pocotó) registradas pela cantora em dueto com Cauby Peixoto e MC Serginho respectivamente.

Em seguida, ao lado de Jorge Quartarone, o popular quartera do conjunto Os cariocas,   luiz produziu o CD Single, com pot-pourri em homenagem a dois grandes mitos da Música Popular Brasileira: Maysa e Noel Rosa, tendo em vista estarem completando 30 e 70 anos de falecimento respectivamente. Nesta homenagem consisa a Noel e a Maysa (2007), interpreta as músicas ao lado da cantora de rádio Marion Duarte.

Em agosto de 2010, para comemorar 80 anos de saudade do compositor José Barbosa da Silva, o Sinhô, lançou o álbum Um Sinhô Compositor, com os CD’s Quem São Eles, coletânea onde o Rei do Samba é cantado por grandes interpretes da MPB, como Mário Reis, Francisco Alves, Paulinho da Viola, Dercy Gonçalves entre outros, e Sinhô Eu Canto Assim, com canções interpretadas por Luiz em arranjos modernos. De uma maneira inédita, sem patrocínio, fez a tiragem dos Cds com seus próprios recursos e os distribuiu gratuitamente por várias cidades do Brasil, apenas com o intuito reviver o compositor Sinhô, popularíssimo na década de 20.

Para o carnaval de 2011, Henrique, sempre preocupado em resgatar antigos gêneros musicais e artistas brasileiros, teve sua marchinha Cuidado Com o Pereira, gravada pelo cantor e sapateador Bob Lester, o artista mais velho do Brasil em atividade até então. Neste mesmo ano, apresenta em alguns espaços culturais da cidade o show Tributo Ao Rei do Samba Sinhô, com participação de artistas convidados.

Em 2013, lança o CD Pro Samba Que Noel Me Convidou, com Obras de Noel Rosa, de seus parceiros, ídolos e contemporâneos. O trabalho, que tem a participação do sambista Paulo Marquez e da cantora Marion Duarte, é composto em sua maioria de sambas que tiveram poucas gravações, além de trazer também uma  composição inédita de Cândido das Neves, Perdi o Meu Pandeiro, que foi campeã de um concurso de sambas realizado pela Revista O Malho, do Rio de janeiro, em 1934.

Já no ano de 2014, sua composição Grandes Mitos foi regravada pela cantora Marion Duarte em seu CD Minha Canção pra Você. Neste ano também passou a integrar a Ala dos Compositores do GRES Império Serrano.

Para 2015, preparou o CD O Império de Silas, ao Grande mestre do samba Silas de Oliveira, com as participações de Jorginho do Império, Velha Guarda Show do Império Serrano, Alex Ribeiro, filho do saudoso cantor Roberto Ribeiro, e de Silas Júnior. O disco foi produzido por Thiago da Serrinha e Júlio Florindo, tendo sido o primeiro trabalho no mundo fonográfico a reunir somente composições daquele que é considerado o mais importante autor do Império Serrano. Incluindo parceiros ilustres como Mano Décio da Viola e Dona Ivone Lara, o trabalho foi ainda citado na sinopse do carnavalesco Severo Luzardo Filho como uma das fontes de consulta para a criação do enredo Silas Canta Serrinha, com o qual a Verde e Branco de Madureira desfilou em 2016. O pré-lançamento foi feito na quadra da escola, quando Luiz teve a oportunidade de abrir o show  de Jorginho do Império na Feijoada Imperial, e o lançamento aconteceu no Centro Cultural Memórias do Rio, com a participação de Silas Jr, de Alex Ribeiro e da Velha Guarda Show do Império Serrano.

Em agosto de 2015, Luiz foi convidado para lançar seu CD no Botequim do Império, especial homenagem a Silas de Oliveira. Neste evento, o sambista, além de dividir o palco com a Velha Guarda show, também cantou ao lado do baluate Aluisio Machado e do presidente da ala de compositores Imperianos Jorge Lucas. Já em outubro do mesmo ano, no dia anterior à comemoração dos noventa e nove anos de nascimento de Silas de Oliveira, Luiz participou de uma homenagem ao compositor realizada pelo Clube Carioca Cordão da Bola Preta, com a presença da família Oliveira, ocasião em que recebeu do clube um troféu pela gravação do CD com a obra do ídolo imperiano.

Em outubro de 2016, a convite do GRES Império Serrano, presta homenagem a Silas de Oliveira na quadra da escola, pela comemoração do centenário de nascimento do compositor imperiano.

Em março de 2017, no Museu do Samba-RJ, apresenta ao lado da Velha Guarda Show do Império Serrano, o CD Menino de 47, Setenta Anos do Reizinho de Madureira, em comemoração aos setenta anos de fundação da escola, do qual participaram os baluartes Alindo Cruz, Jorginho do Império, Wilson das Neves, Zé Luz do Império, Aluísio Machado, a atriz Myrian Persia e Alex Ribeiro, filho do saudoso sambista Roberto Ribeiro.

Comemorando 20 anos de carreira no ano 2019, o cantor preparou sambas que o tempo levou, com produção e arranjos do bandolinista Ricardo Calafate, dando mais um mergulho na memoria musical brasileira, ao selecionar doze obras que, embora sucesso nas vozes de intérpretes  como Carmem Miranda, Francisco Alves, Aracy de Almeida e Otília Amorim, hoje não fazem parte do conhecimento do grande público. Dentre os compositores, marcaram presença Noel Rosa, Sinhô, Custódio Mesquita, Henrique Vogeler, Eduardo Souto e J. Aimberê. Participaram da gravação músicos consagrados como Alceu Maia, Dirceu  Leite, numa seleção de sambas, sambas-canção e sambas-choros. Ainda em 2019, sua parceria ao lado de Aluisio Machado, Lucas Donato entre outros, disputou samba-enredo no GRES Império Serrano, tendo sido vitoriosa para o desfile de 2020 com o enredo “Lugar de Mulher é Onde ela Quiser“.

 

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